Muita arte na rede Ello. Visualize:

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terça-feira, 21 de junho de 2016

Flâmula e outros poemas no site Poebiblio, poesia brasileira em livros de arte, edições especiais e alternativas.

DELIMA, Adrian’dos. Flâmula e outros poemas. Porto Alegre, RS: Gente de Palavra, 2015.


DELIMA, Adrian’dos

DELIMA, Adrian’dos. Flâmula e outros poemas. Porto Alegre, RS: Gente de Palavra, 2015. 24 p. 17x24,5 cm. Capa em papel reciclado, estampada artesanalmente. “Adrian’dos Delima” Ex. bibl. Antonio Miranda




O livro pode ser adquirido junto à EMEF Porto Alegre, pelo Facebook da escola, que produziu as capas artesanais.

 O poema que dá título ao livro, traduzido ao inglês e traduzindo um sentimento que todos sentiremos ao fim do golpe de estado branco, nas sombras, de 2016 no Brasil, o qual derrubou inconstitucionalmente a presidente Dilma Rousseff:





The poem that gives title to the bool "Streamer and other poems", translated into English and translating a feeling that everyone in Brazil will fell at the end of the current "cold" coup d'etat against the democracy at the year 2016, a "coup in the shadows"that overthrew unconstitutionally President Dilma Roussef: :





FLÂMULA

Hoje me sinto triunfante
e vivo
o cigarro no escuro
E vem dia
e vem sol e eu
cada vez mais
vivo
queimo de paixão
pela brisa
e digo olá

***

STREAMER

Today I feel triumphant
             and living
a cigarette in the dark
And comes day
and comes sun and I
more and more
             living
burning passion
by the breeze
and say hello

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Olga Novo, Análisis de Sangre (Exame de sangue), poema em português e español/castellano.










Análisis de Sangre


Me falta hierro. Me sobra música y potasio.

Nadie me entiende yo me visto con la falda de la montaña
lloro por cualquier cosa
espero una caricia como un milagro de pan de oro y vitaminas.

Como carne de yegua. Escucho pasos en mis venas
y me invade la alegría de un nuevo amor como una tropa bárbara.

Ésta soy yo.

Mitad árbol
mitad escalera de caracol

mitad cuenco
mitad callejón de una vida al borde del Adriático

mitad bóveda mitad sombra
mitad contemplación mitad auspicio

mitad moho mitad pureza

mitad fuente mitad balcón
mitad horizonte mitad estructura mecánica

mitad flor de cerezo
memoria cortada por la mitad
mitad monte mitad yo
mitad madonna mitad nieve.

A mí nadie me entiende.
Me dejo sacar sangre y manzanas
tormenta mía
dejo que me ausculten voces del otro mundo
dirijo mi tensión como si fuera una orquesta
sacan agua de mí como de un pozo cardíaco
a veces
oscuramente
incluso sé lo que digo.

Dicen que me falta hierro a mí
pero esta garganta mía
es un metal de transición entre la palabra y el pecho.

Y al contacto con la ternura puedo adquirir un leve timbre oxidado.

En mi sueño ando pastando entre vacas en medio de un campo magnético.
En mi vida real
soy la hija pequeña de un pastor del fin del mundo
mitad bóveda mitad sombra
mitad contemplación mitad auspicio

mitad moho mitad pureza

mitad fuente mitad balcón
mitad horizonte mitad estructura mecánica

mitad flor de cerezo
memoria cortada por la mitad
mitad monte mitad yo
mitad madonna mitad nieve.

Me sacan sangre
me sacan
a mí
nadie me entiende.

Olga Novo


***

Exame de sangue




Me falta ferro. Me sobra música e potássio.


Ninguém me entende eu me visto com a saia da montanha

choro por qualquer coisa

espero una carícia como un milagre de pão de ouro e vitaminas.


Como carne de égua. Escuto pasos en minhas veias

e me invade a alegria de um novo amor como um bando bárbaro.


Esta sou eu.


Metade árvore

metade escada em caracol


metade tijela

metade beco de uma vida à beira do Adriático


metade abóbada metade sombra

metade contemplação metade auspício


metade mofo metade pureza


metade fonte metade balcão

metade horizonte metade estrutura mecânica


metade flor de cereja

memória cortada pela metade

metade monte metade eu

metade madona metade neve.


A mim ninguém entende.

Deixo me tirarem sangue e maçãs

tormenta minha

deixo que me ausculten vozes do outro mundo

dirijo minha tensão como se fosse una orquesta

tiram água de mim como de un poço cardíaco

às vezes

obscuramente

inclusive sei o que digo.


Dizem que me falta ferro

mas esta garganta minha

é um metal de transição entre a palabra e o peito.


E em contato com a ternura posso adquirir um leve timbre oxidado.


Em meu sonho ando pastando entre vacas em meio a um campo magnético.

Em minha vida real

Sou a filha pequena de um pastor do fim do mundo

metade abóbada metade sombra

metade contemplação metade auspício


metade mofo metade pureza


metade fonte metade balcão

metade horizonte metade estrutura mecânica


metade flor de cereja

memória cortada pela metade

metade monte metade eu

metade madona metade neve.



Me tiram sangue

me tiram

de mim

ninguém me entende.


Tradução Adrian'dos Delima







Olga Novo, 1975, nasceu na aldeia de Vilarmao (Pobra do Brollón), na Galícia. Licenciada em Filología galego-portuguesa, é professora no ensino secundário. Tem colaborado em numerosos meios e publicaciones literarias especializadas.  Dirigiu a revista Ólisbos , sendo coeditora
de diversas outras revistas.

                                                                                                                            

En 1996 publicou A teta sobre o sol (Ed. Do Dragón; 2ª ed. Letras de Cal, 1999). Com seu segundo livro, Nós nus (Xerais, 1996), ganha o prêmio Losada Diéguez de Creación. En 2001 publica libro Magnalia (Ed. Espiral Maior), em que colabora com o  poeta Juan Abeleira e la pintora Alexandra Domínguez. Sua última obra poética é A cousa vermella (Espiral Maior, 2004). Desde então vem publicando em diversas antologias internacionais e sendo traduzida para várias línguas.





Dedicou ensaios a  autores como André Breton, Fernando Pessoa, Eugenio Granell, Xohana Torres, Luz Pozo, Ánxel Fole, Antón Avilés de Taramancos, etc. Como pesquisadora da linguagem publicou os livros Por un vocabulario galego do sexo. A terminoloxía erótica de Claudio Rodríguez Fer (Positivas, 1996) e O lume vital de Claudio Rodríguez Fer(1999).

domingo, 5 de junho de 2016

COUP D'ETAT / GOLPE DE ESTADO (poem in English, Portuguese and Spanish). About the 'rampant' coup in Brazil.





In Brazil at the 04/17/2016 afternoon there was in the corrupt National Congress of this country a vote to decide the impeachment of the Republic President Dilma Rousseff.
In fact, a farce with the support of the Judiciary, which distorted the laws in order overthrow the president. The parliamentarians and judges did ignore the democratic 1988 Federal Constitution of Brazil .
It was the public beginning of a 'rampant' coup d’etat. A putsch, a countercoup, a takeover, a group action. Name it what you want. It's "a sudden and decisive change of government illegally or by force", the definition of coup.
We hope that this change is not permanent.

It also seems to be supported by some military forces, the investments market and a mild consent of US diplomacy. There is a clear media support, by big companies interested in the success of the conspiracy that led to this vote, subsequently confirmed by the Senate also corrupt. There seems to be control in telephone communications and internet by the conspiracy organizing group.

The purpose of the putsch is to destroy the welfare state created in recent years, removing social rights won throughout history.


This is a poem about the feeling that has produced this swindle in the most conscious persons of the Brazilian people. Poem by Adrian'dos Delima. In English, Portuguese and Spanish.
...
En Brasil, en el 17/04/2016 a la tarde, tuvo lugar en la corrupta Cámara de Diputados de esta nación un voto para decidir el impeachment de la Presidente de la República, Dilma Rousseff.
En verdade, uma farsa con el apoyo del poder judicial que ha distorsionado las leyes con el objectivo de derribar la "presidenta". Los parlamentarios y los jueces hicieron caso omiso de la democrática Constitución Federal de 1988.
Esto fue el comienzo de un golpe de estado.
Este es un poema sobre el sentimiento que ha producido esta trampa en las personas más conscientes del pueblo brasileño. Poema de Adrian'dos Delima. En inglés, portugués y español (castellano).
...
No Brasil, na tarde do dia 17/04/2016. teve lugar na corrupta Câmara dos Deputados deste país uma votação para decidir o impeachment da Presidente da República, Dilma Rousseff.
Na verdade, uma farsa com o respaldo do Poder Judiciário, o qual distorceu as leis com o intuito de derrubar a "presidenta". Os parlamentares e os juízes do STF ignoraram a democrática Constituição Federal de 1988.
Isto foi o primeiro passo concreto de um golpe de estado.
Este é um poema sobre o sentimento que produziu esta farsa nas pessoas mais conscientes do povo brasileiro. Poema de Adrian'dos Delima. Em inglês, português e espanhol (castelhano).
...
COUP D'ETAT
we awoke the day after
with the sensation of those times
policy torture
that the only exit
it is the port
the airport
perhaps the bus station a long ride
that the light at the tunnel end
only is seen
looking back
too late
we are the persons of people
forgotten
in swindling business
...
GOLPE DE ESTADO
acordamos no dia seguinte
com a sensação daqueles tempos
de tortura política
de que a única saída
é o porto
o aeroporto
talvez a rodoviária uma viagem longa
de que a luz no fim do túnel
somente é vista
olhando pra trás
tarde demais
nós somos as pessoas do povo
esquecido
nas negociatas
...
GOLPE DE ESTADO
nos despertamos al día siguiente
con la sensación de aquellos tiempos
de la tortura política
que la única salida
es el puerto
el aeropuerto
tal vez la estación de bus un largo recorrido
que la luz al final del túnel
solamente se ve
mirando hacia atrás
demasiado tarde
somos la gente del pueblo
olvidado
en negocios tramposos
18 04 2016
Adrian’dos Delima