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segunda-feira, 15 de agosto de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
Poema de "TRANSIT OF VENUS", de Harry Crosby
Poem
The moon, as yon dead,
The rolling,
The whole kin
The whole wide
There is not in the wide
This great roundabout
This gross, hard-seeming,
This my,
This little
This pendent
This unintelligible,
Thou are the whole wide,
Three corners of the
Tired of wandering orbit.
The moon, as yon dead,
The rolling,
The whole kin
The whole wide
There is not in the wide
This great roundabout
This gross, hard-seeming,
This my,
This little
This pendent
This unintelligible,
Thou are the whole wide,
Three corners of the
Tired of wandering orbit.
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Poema
A lua, como além morto,
A lua, como além morto,
A revolução,
A família toda
A amplitude toda
A amplitute não tem
Aquela rotatória vasta
Aquele todo, parecedor extremo,
Aquele meu,
Aquele mínimo
Aquele suspenso
Aquele ininteligível,
Amplitude toda tu és,
As três esquinas do
Afadigado de órbita nômade..
A família toda
A amplitude toda
A amplitute não tem
Aquela rotatória vasta
Aquele todo, parecedor extremo,
Aquele meu,
Aquele mínimo
Aquele suspenso
Aquele ininteligível,
Amplitude toda tu és,
As três esquinas do
Afadigado de órbita nômade..
Tradução Adriandosdelima
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Mais um poema de "CHARIOT OF THE SUN", Harry Crosby, publicado em 1927, este, menos arrojado formalmente
PROPORCIONAIS
Nunca oro entre os bancos cheios
Da igreja de Jesus
Nem a aclamá-lo o rei judeu
Me ajoelho ante a cruz
Nunca escuto o pastor
Falar sobre a ofensa
Nem a Santo ou Sagrado Espírito
Eu peço alguma benção
Porém de um par de olhos
Das cores de uma saia
Ou por tomar um gim de prata
Minha alma um canto ensaia
E o sol pela parede
Me mostra de passagem
A graça que a Deus vou tecendo
E a toda a Eternidade
Tradução Adriandos Delima
PROPORTIONATE
I never go to church to pray
Nor kneel before a crucifix
To hail the king of Jews
I never say a prayer
To Saint or Holy Ghost
Nor listen to the preacher's word
That talks of sin the most
But in a pair of eyes
Or drinking silver gin
Or in the colors of a dress
My soul begins to sing
And sunbeams on the wall
Reveal sometimes for me
The beauty that I weave for God
terça-feira, 12 de julho de 2011
Harry Crosby, de "CHARIOT OF THE SUN", 1927. Tradução quase óbvia e outra.Adrian'dos Delima.
POEM FOR THE FEET OF POLIA
they have walked through the gateways
of my eyes
they have climbed the mountains
of my body
they have marched across the desert
of my heart
they have forded the rivers
of my mind
they have penetrated into the dark forest
of my soul
if I were a cannibal I might devour them
if I were Pilate I might crucify them
if I were a sorcerer I might make them vanish away
if I were Neptune I might drown them
if I were a robber I might steal them
but I am a bridge to the sun
bridge leading away from a world of pain
bridge leading away from a night of sin
bridge over the abyss of doubt
bridge for the feet of Polia to the Sun
POEMA PARA OS PÉS DE POLIA
eles andaram pelos portões
dos meus olhos
eles subiram as montanhas
do meu corpo
eles marcharam através do deserto
do meu coração
eles vadearam o rio
da minha mente
eles penetraram na floresta escura
da minha alma
se eu fosse um canibal eu poderia devorá-los
se eu fosse Pilatos eu poderia crucificá-los
se eu fosse um feiticeiro eu poderia fazê-los desaparecer
se eu fosse Netuno eu poderia afogá-los
se eu fosse um ladrão eu poderia roubá-los
mas eu sou uma ponte para o sol
ponte conduzindo pra fora de um mundo de penas
ponte conduzindo pra fora de uma noite no mal
ponte sobre o abismo da dúvida
ponte para os pés de Polia para o SolTradução Adrian'dos Delima
Mais um poema de "Transit of Venus", de Harry Crosby.
![]() |
| THE GIRL WITH THE THORN IN HIS SIDE |
THORN IN THE FLESH
Thorn beneath the milk-white
Crowned with
In the flesh
Thorns beneath the
Rose without
On the ground
On the stalk
Thousands at her bidding speed
Countless mourn
Die without
Sunbeam in a winter's day
True as the dial to
True as the dial to
True as the dial
To you.
//////////////\\\\\\\\\\\\\\\\\/\\\\\\\/\/\/\/\/\///////////////////
ESPINHO
NA CARNE
Espinho sob o branco-leite
Coroado em
Entre a carne
Espinhos sob a
Rosa em fora
No solo
No talo
Milhares na rapidez de oferta dela
Incontável chorar
Destino fora
Raio de sol pra um dia de inverno
Vero como o dial vem
Vero como o dial vem
Vero como o dial
Espinho sob o branco-leite
Coroado em
Entre a carne
Espinhos sob a
Rosa em fora
No solo
No talo
Milhares na rapidez de oferta dela
Incontável chorar
Destino fora
Raio de sol pra um dia de inverno
Vero como o dial vem
Vero como o dial vem
Vero como o dial
Em você.
Tradução Adrian'dos Delima
Na tradução, alguns recursos sonoros e semânticos
do texto de partida foram substituídos por outros, relativamente equivalentes, embora nem sempre em
posições equivalentes na estrutura dos versos, para recriar razoavelmente os
efeitos sonoros e linguísticos propostos no texto original. Linguisticamente, observe-se,
o autor operou, em certo momento, como e.e. cummings ao atomizar as palavras em
novas unidades semãnticas distintas (whit+in).
Sonoramente, o autor explora como rima semelhanças como “without”, “ground”
e “stlak” e “day” e “you”. Explora também a semelhança mais visual que sonora
entre “white” e “with”. Para efeitos semelhantes aos do original, uso a
hiper-literalidade e aliterações.
domingo, 10 de julho de 2011
MAGIC FORMULA, poema de "Transit of Venus", de Harry Crosby, 1928 (tradução ao português de Adriandos Delima)
![]() | ||||||||
illustration by Harry Crosby
in Red
Skeletons
|
What heavens opened and blazed,
What sisters virtuous,
What arrows sprang to mark,
The trees so terrible and dark,
What years, what hopes,
What lions all amazed,
What fears disguised,
(These antelopes with frightened eyes)
What things are these?
These are the things that all day long
On things made new
After the sunset has merged with the dawn
I bring to you
These are the things that grow less and less
As sleep devours our nakedness.
***********************************
FÓRMULA MÁGICA
Quais céus abertos e inflamados,
Quais irmãs virtuosas,
Quais flechas surgiram
como desígnio,
As árvores tão sombrias
e terríveis,
Quais anos, quais esperanças,
Quais leões bem maravilhados,
Quais medos
disfarçados,
(Estes antílopes com
os olhos transidos)
Quais coisas são estas?
Estas são as coisas
que durante todo o dia
Sobre coisas feitas
novas
Depois que o ocaso
se fundiu com a alvorada
Eu trago a vós
Estas são as coisas que germinam menos cada vez
Como o sono devora nossa nudez.
Tradução Adriandos Delima
Requisites, poema de "Transit of Venus", de Harry Crosby, 1928 (tradução ao português de Adrian'dos Delima)
REQUISITES
Of the moon,
Of the wind,
Of the frozen sea,
As ice, be thou,
As evening dew,
As the icicle,
As unsunned snow,
As orchids I shall bring to you-
To me if you are not these
What care I how you be
I shall know tranquillity.
Of the moon,
Of the wind,
Of the frozen sea,
As ice, be thou,
As evening dew,
As the icicle,
As unsunned snow,
As orchids I shall bring to you-
To me if you are not these
What care I how you be
I shall know tranquillity.
****************************
REQUISITOS
Da lua,
Do vento,
Do mar congelado,
Qual gelo, sê tu,
Qual orvalho do crepúsculo,
Qual o sincelo,
Qual neve sem um sol,
Qual orquídeas que a vós trazer vou -
Ou a mim, se não sois estes
Que me importa como serdes
Eu devo saber placidez.
Tradução Adrian'dos Delima
domingo, 19 de dezembro de 2010
Poemas de Harry Crosby: bom poeta, bon vivant.
3 Poemas de Carruagem do Sol , 1927
Photoheliograph
(for Lady A.)
black black black black black
black black black black black
black black black black black
black black SUN black black
black black black black black
black black black black black
black black black black black
black black black black black
black black black black black
***
Foteliógrafo
(para Lady A.)
preto preto preto preto preto
preto preto preto preto preto
preto preto preto preto preto
preto preto SOL preto preto
preto preto preto preto preto
preto preto preto preto preto
preto preto
preto preto preto
preto preto
preto preto preto
preto preto preto preto preto
Ө Ө Ө
Sunset
arrow into the sea
vanishing like hope
heavy as red lead
a lamp is extinguished
hand into a pocket
a ship founder
the diver plunges
a thought is buried
an eye closes
a bird drowns
a giant dies
last throb of a heart
vanishing like hope
heavy as red lead
a lamp is extinguished
hand into a pocket
a ship founder
the diver plunges
a thought is buried
an eye closes
a bird drowns
a giant dies
last throb of a heart
OCASO
flecha pra dentro do mar
sumindo como esperança
pesada tal zarcão
uma luz é apagada
mão pra dentro dum bolso
um fundeamento de barco
o escafandrista imerge
um pensamento se afunda
um olho se fecha
um pássaro se afoga
um gigante desvanece
último pulso de um coração
Q.E.D.
I am a tree whose roots are tangled in the sun
All men and women are trees whose roots are tangled in the sun
Therefore humanity is the forest of the sun.
I am a tree whose roots are tangled in the sun
All men and women are trees whose roots are tangled in the sun
Therefore humanity is the forest of the sun.
O O O O O O O O O O O O O O O O
Y木 Y木 Y木 Y木 Y木 Y木 Y木 Y木 Y木 Y木
Q.E.D.
Eu sou uma árvore cujas raízes estão trançadas no
sol
Todo homem e mulher são árvores cujas raízes
estão trançadas no sol
Por conseguinte humanidade é a
floresta do sol.
Traduções Adrian'dos Delima
Notas:
1. para nós, inguinorantis, foteliógrafo, ou
fotoeliógrafo: aparelho usado para a fotoeliografia. Entendeu? (no dicionário
diz que é a fotografia do disco solar... aaahh...)
2. Q.E.D. são as iniciais da expressão latina
"Quod erat demonstrandum" que significa "como se queria
demonstrar", usada no final de demonstrações matemáticas. É usada também em português, como "C.Q.D".
Ω
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