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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Above Pate Valley, poema de Gary Snyder

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Acima do Pate Valley


                                                                 Gary Snyder                 

O sábio da montanha, que Zaratesta detrusta, não chegou lá de helicóptero.
                                  
                                                                
Terminamos de limpar o último
Trecho da trilha pelo meio-dia,
Bem alto na encosta do espinhaço
Dois mil pés acima do rio
Vencido o passo, e seguimos
Além dos bosques de pinheiro branco,
Ombros de pedra, até um pequeno
Campo verde salpicado de neve,
Bordado pelo sol dos álamos
À pino no alto e em brasa
Mas era o ar fresco.
Comemos uma fria truta frita nas
Sombras trêmulas. Espiei
Uma cintilância, e achei um cristal
De vidro preto vulcânico — de obsidiana —
Com uma flor perto. Mãos e joelhos
Afastando o Capim-Urso, milhares
De vestígios de pontas-de-flecha sobre uma
Centena de jardas. Ponta nenhuma
Boa ponta, somente lascas de lâminas
Em uma colina toda nevada se não fosse verão,
Uma terra de cervos engordados,
Que vieram acampar conosco. Pelas próprias
Trilhas. E eu segui a minha trilha
Interior até aqui. Juntando a broca,
A picareta, o martelo, e o saco
De dinamite.
Dez mil anos.

Tradução Adrian'dos Delima

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Above Pate Valley

by Gary Snyder


We finished clearing the last   
Section of trail by noon,
High on the ridge-side
Two thousand feet above the creek   
Reached the pass, went on
Beyond the white pine groves,   
Granite shoulders, to a small
Green meadow watered by the snow,   
Edged with Aspen—sun
Straight high and blazing
But the air was cool.
Ate a cold fried trout in the   
Trembling shadows. I spied
A glitter, and found a flake
Black volcanic glass—obsidian—
By a flower. Hands and knees   
Pushing the Bear grass, thousands   
Of arrowhead leavings over a   
Hundred yards. Not one good   
Head, just razor flakes
On a hill snowed all but summer,   
A land of fat summer deer,
They came to camp. On their   
Own trails. I followed my own   
Trail here. Picked up the cold-drill,   
Pick, singlejack, and sack
Of dynamite.
Ten thousand years.



                                                                                        

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Hay for the horses, poema de Gary Snyder, sobre algum trabalhador

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Feno para os cavalos

Ele guiava metade da noite
De muito abaixo de San Joaquin
Através de Mariposa, subindo as
Estradas perigosas do morro,
E arribou pelas 8 da manhã
Com seu baita carreto de feno
atrás do celeiro.
Com guinchos e cabos e braço
Empilhamos os fardos em cima
De vigas de sequóia espaçadas
Alto na sombra, flocos de alfafa
Rodando pelas telhas-frestas de luz,
Comichar da poeira do capim seco na
camisa suada e nos calçados.
No horário do almoço sob o carvalho
Na entrada do estábulo abafado,
---A égua velha fuçando no cocho,
Gafanhotos ziziando nos matos---
"Eu tenho sessenta e oito" disse ele
"Na primeira carga de feno eu tinha dezesseis.
Eu pensei, naquele dia em que começava,
Por certo odiaria fazer isto toda a vida.
E dane-se, não foi mais nada
O que eu fui e fiz."

Tradução Adrian'dos Delima

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Hay For The Horses 

He had driven half the night
From far down San Joaquin
Through Mariposa, up the
Dangerous mountain roads,
And pulled in at eight a.m.
With his big truckload of hay
behind the barn.
With winch and ropes and hooks
We stacked the bales up clean
To splintery redwood rafters
High in the dark, flecks of alfalfa
Whirling through shingle-cracks of light,
Itch of haydust in the
sweaty shirt and shoes.
At lunchtime under Black oak
Out in the hot corral,
--The old mare nosing lunchpails,
Grasshoppers crackling in the weeds --
"I'm sixty-eight" he said,
"I first bucked hay when I was seventeen.
I thought, that day I started,
I sure would hate to do this all my life.
And dammit, that's just what
I've gone and done."

                             Gary Snyder

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Poeminha de Gary Snyder, tradução Adrian'dos Delima;

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Como a poesia chega a mim

Ela chega batendo às cegas à
Noite nos seixos, ela aguarda
Medrosa longe do raio da
Fogueira em meu acampamento
Eu vou pra estar com ela na
Borda da luminescência


Gary Snyder
Tradução Adrian'dos Delima

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